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Novo McLaren Artura: superdesportivo híbrido plug-in com 680 cv

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Novo McLaren Artura: superdesportivo híbrido plug-in com 680 cv

Chama-se Artura o novo superdesportivo híbrido plug-in de produção em série da McLaren. Um modelo totalmente novo, que promete reunir toda a experiência da marca de Woking, tanto ao nível da competição como dos automóveis de estrada. Proposto em quatro especificações (além da base, estão disponiveis a Performance, com um visual mais desportivo e funcional, a TechLuz, mais centrada no luxo técnico, e a Vision, com uma aparência mais vanguardista e arrojada), pode ser já encomendado (preços a partir de 185 mil libras – cerca de 213 mil euros – no Reino Unido), estando as primeiras entregas a clientes previstas para o derradeiro trimestre deste ano.

Assente na nova plataforma MCLA (McLaren Carbon Lightweight Architecture) em fibra de carbono, que aqui faz a sua estreia, optimizada para motorizações híbridas e fabricada pela própria McLaren, e contando com uma carroçaria construída em alumínio e fibra de carbono, o Artura anuncia um peso a seco de não mais do que 1395 kg, e o melhor peso em ordem de marcha da sua classe: apenas 1498 kg, ao nível de modelos concorrentes animados apenas por motores térmicos, sem componente eléctrica de propulsão. Não custa, assim, a crer que uma das prioridades dos técnicos da casa britânica foi aplicar, também aqui, a sua filosofia de engenharia assente na maior ligeireza possível, mesmo num veículo que tem de integrar elementos como o motor eléctrico ou o pack de baterias que o alimenta.

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Aliás, os esforços neste particular incidiram sobre praticamente todos os domínios, da plataforma à motorização, passando pela própria cablagem (10% mais leve do que o habitual). Os componentes da vertente híbrida da motorização não pesam mais do que 130 kg (incluindo, já, os 88 kg do pack de baterias, e os 15,4 kg do motor eléctrico), com o novo V6 a gasolina de 3,0 litros a anunciar 160 kg, isto é, menos 50 kg do que o conhecido V8 da McLaren.

Quanto ao coração pulsante do Artura, o facto de ser “electrificado” não só garante uma redução dos consumos e emissões, como oferece o benefício adicional de uma ainda mais rápida resposta as solicitações do acelerador. Denominado M630, montado longitudinalmente em posição central traseira, e com 2993 cc de capacidade, o motor de combustão interna, com lubrificação por cárter seco e filtro de partículas, é um inédito seis cilindros em V a 120°, arquitectura que permite que os turbocompressores estejam instalados no interior do mesmo, o que o torna mais compacto, assim favorecendo tanto a respectiva “arrumação”, como a performance, por proporcionar uma redução das perdas de pressão do sistema de escape. Debita 585 cv (o que se traduz numa potência específica de praticamente 200 cv/l!), 585 Nm e está apto a fazer 8500 rpm.

Com a unidade a gasolina combina-se um motor eléctrico axial com 95 cv e 235 Nm (que oferece uma potência por quilograma 33% superior à do utilizado no McLaren P1), o qual está integrado na nova caixa pilotada SSG de dupla embraiagem e oito velocidades (40 mm mais curta do que a de sete velocidades utilizada noutros modelos da marca, ainda que, neste caso, a marcha-atrás não necessite de um carreto próprio, por ser assegurada pelo inversor do motor eléctrico), a primeira da marca a integrar, igualmente, um diferencial electrónico, que gere a repartição do binário entre as rodas traseiras. Quanto à bateria de iões de lítio, conta com uma capacidade útil de 7,4 kWh, e pode recuperar 80% da sua capacidade em 2h30m numa Wallbox, podendo ser recarregada, também, pelo motor de combustão.

Com tudo isto, o novo Artura faz plena justiça aos pergaminhos da McLaren em termos quer de rendimento, quer de prestações. Prova-o o rendimento combinado de 680 cv e 720 Nm; a relação peso/potência de 2,2 kg/cv; os 0-100 km/h cumpridos em 3,0 segundos (8,3 segundos nos 0-200 km/h; 21,5 segundos nos 0-300 km/h); e a velocidade máxima electronicamente limitada a 330 km/h. Adicionalmente, é possível percorrer até 30 km em modo de condução totalmente eléctrico (passível de utilizar até aos 130 km/h), sendo as emissões de CO2 de 129 g/km.

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Para que o desempenho dinâmico esteja à altura destes valores, o Artura oferece um evoluído châssis, e a possibilidade de o utilizador escolher entre quatro modos de funcionamento da unidade motriz. O E-mode activa a propulsão totalmente eléctrica; o modo Comfort maximiza a autonomia e a eficiência, nomeadamente através do desligar do motor térmico abaixo dos 40 km/h; nos modos Sport e Track modes, a potência eléctrica é disponibilizada de forma crescente, para a melhor resposta possível a baixo regime e em aceleração. Ao seu dispor, o condutor tem, ainda, os comandos que permitem configurar a firmeza do amortecimento (modos Comfort, Sport e Track) e o nível de intervenção do controlo de estabilidade, em função das respectivas preferências, das condições climatéricas e do estado do piso.

Preocupação dos engenheiros foi, também, garantir uma estabilidade referencial em travagem, um elevado controlo da traseira, uma motricidade de nível superior e uma downforce optimizada. Daí o sistema de amortecimento pilotado Proactive Damping Control, ou a nova suspensão posterior, com triângulos superiores, dois braços de guiamento inferiores e um tirante de ligação defronte do centro da roda, solução destinada a maximizar a estabilidade e precisão do veículo, e a reduzir a subviragem em aceleração. Por seu turno, os pneus mais largos, em combinação com uma distância entre eixos relativamente curta (2640 mm), asseguram estabilidade adicional e uma melhor tracção, ao passo que a sustentação negativa proporcionada pelo deflector e pelo difusor traseiros têm por missão garantir uma agilidade de referência a baixa velocidade e uma elevada estabilidade a alta velocidade.

A precisão dinâmica dever-se-á, ainda, à melhorada direcção electrohidráulica e aos pneus Pirelli (P Zero, P Zero Corsa ou P Zero Winter), de medida 235/35 na frente, e 295/35R20 atrás, dotados de tecnologia Cyber Tyre, em que um chip montado no interior de cada pneu envia dados em tempo real para a electrónica de gestão do veículo, por forma a que os seus sistemas de controlo de estabilidade possam optimizar a performance das borrachas (garantindo a McLarem que os níveis de aderência oferecidos são comparáveis aos dos mais extremos P Zero Trofeo R montados no 600LT. Uma palavra para o sistema de travagem, com discos carbocerâmicos de 390 mm de diâmetro na frente, e 380 mm atrás, os primeiros actuados por pinças monobloco de seis pistões, os traseiros por pinças de quatro pistões, em ambos os casos em alumínio forjado.

Com 4539 mm de comprimento, 1913 mm de largura e 1193 mm, o Artura é um automóvel que, visualmente, se impõe de tal forma que será difícil ficar-lhe indiferente. Neste particular, pouco mais haverá a referir do que o tradicional “as imagens falam por si”, sendo, somento, de salientar as suas formas definidas segundo o conceito “a forma segue a função”, as proporções de superdesportivo ou elementos como a frente muito afilada, o habitáculo avançado a traseira mais elevada e as portas de abertura diédrica.

O interior é bem mais revolucionário do que o habitual na McLaren. Veja-se o novo sistema de infoentretenimento MIS II, com dois ecrãs de alta resolução. Ou o painel de instrumentos montado na coluna de direcção e solidário com esta (o que significa que, quando o volante é regulado em altura, este acompanha-o, favorecendo a ergonomia), onde passam a estar montados os comandos de selecção dos modos de condução, mas permitindo que os mesmos possam ser selecionados sem que o utilizador tenha que retirar as mãos do volante. Ou, ainda, os inéditos bancos Clubsport, que combinam o ajuste das costas e do assento com um apoio lateral e a leveza de verdadeiras baquets – tudo por disporem de uma sistema de regulação que os faz moverem-se como um só ao longo de um ar elíptico, assim ajustando o apoio de pernas, a altura do assento e a inclinação das costas num único movimento (bancos Comfort, com tradicionais regulações eléctricas, disponíveis em opção).

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