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Novo Lotus Eletre: “hiper-SUV” eléctrico chega em 2023

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Novo Lotus Eletre: “hiper-SUV” eléctrico chega em 2023

Momento histórico para a Lotus com a apresentação do novo Eletre – até aqui conhecido pelo nome de código Type 132, e esperado no mercado já em 2023. E caso não será para menos: é o primeiro modelo da Lotus destinado a um segmento que não o dos puros desportivos; o primeiro Lotus com cinco portas; o primeiro SUV da Lotus; e o Lotus mais conectado de sempre. Como se tudo isso não bastasse, é, ainda, anunciado como o primeiro “hiper-SUV” eléctrico do mundo, e assume-se como o primeiro de três novos modelos 100% eléctricos de vocação “lifestyle” que a marca fundada por Colin Chapman pretende lançar durante os próximos quatro anos.

Segundo o construtor britânico, hoje na posse dos chineses da Geely, na génese do Eletre estão o espírito do Emira, o seu mais recente desportivo, e o desempenho aerodinâmico extremamente eficaz do Evija, o seu novo hiperdesportivo 100% eléctrico – reinterpretados na forma de um SUV de alta performance, com uma alma assumidamente britânica, mas que será produzido na China. As suas linhas marcantes, definidas pela equipa de designers liderada por Ben Payne, indicam o caminho que a Lotus pretende seguir nos seus futuros modelos, sendo o design fortemente motivado pela eficácia aerodinâmica.

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A prová-lo estão, desde logo, as formas da carroçaria. Mas não só. Veja-se a grelha frontal activa; a substituição dos retrovisores, nos mercados em que a lei o permitia, pelos chamados ERMD (Electric Reverse Mirror Display), que incluem três câmaras – uma projecta a imagem de um retrovisor convencional, outra destina-se a contribuir para a criação de uma visão panorâmica de 360° do veículo, e a terceira serve o conjunto de sistema avançados de assistência à condução; o deflector “flutuante”, desprovido de secção central, colocado no extremo posterior do tejadilho; e o deflector activo montado no portão traseiro, que se eleva automaticamente em função da velocidade, e pode adoptar três ângulos distintos, dependendo do modo de condução selecionado pelo condutor (Range, Tour, Sport, Off-Road e Individual).

Tudo isto, conjugado com a linguagem estilística denominada “porosity”, assente no princípio de o ar fluir não só ao longo do veículo, mas também em seu redor, e sob o mesmo, permitirá à Lotus afirmar que o Eletre conta com o mais avançado pacote aerodinâmico activo aplicado num SUV de produção em série. Certo é que, com os seus 5103 mm de comprimento, 2135 mm de largura, 1630 mm de altura e uma distância entre eixos de 3019 mm, e senhor de um capot curto, e de um habitáculo projectado para diante, este é um SUV de dificilmente passará despercebido. Em destaque, os grupos ópticos extremamente esguios (os traseiros unidos por uma faixa luminosa), a grelha frontal activa (composta por uma rede de elementos triangulares interligados), e as jantes de 23” maquinadas, com cinco braços e inserções em fibra de carbono.

Refira-se, a este propósito, que o Eletre tem por base a nova plataforma modular EPA (Electric Premium Architecture), especialmente concebida para veículos eléctricos, e em que a redução do peso foi uma prioridade, em boa parte graças ao uso extensivo de materiais como o aço de alta resistência, o alumínio e a fibra de carbono (por exemplo, todos os painéis da carroçaria são em alumínio, e todos os elementos exteriores em preto são em fibra de carbono). O mesmo conceito foi aplicado ao interior, disponível com quatro lugares individuais, ou numa mais convencional configuração de cinco lugares, sendo aqui possível encontrar, igualmente, materiais sustentáveis e de elevada qualidade, fornecidos pela Kvadrat, nomeadamente um tecido à base de lã 50% mais leve do que a pele tradicional.

Ainda no habitáculo, o foco no condutor e a consola central elevada são elementos que beberam inspiração no Emira e no Evija. No lugar do convencional painel de instrumentos surge uma tira com apenas 30 mm de altura, que fornece as informações essenciais acerca do funcionamento do veículo e da viagem, e a qual é replicada do lado do passageiro, onde pode exibir outro tipo de dados, como os relacionadas com o sistema de som ou a navegação – informações adicionais são prestadas pelo head-ud display com realidade aumentada, incluído no equipamento de série. Ao centro está montado um ecrã táctil OLED de 15,1”, para controlo de um sistema de infoentretnimento anunciado como tão completo quanto fácil e intuitivo de utilizar, e o qual pode ser recolhido sempre que não estiver a uso.

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Ainda neste domínio, menção para a lâmina luminosa que percorre todo o habitáculo, e que é mais do que um elemento decorativo, interagindo com os ocupantes, mudando de cor, quando existe uma chamada telefónica a entrar, se altera a temperatura seleccionada no sistema de climatização ou, até, vai diminuindo o nível de carga da bateria. Uma palavra, também, para os sistemas de som fornecidos pelos especialistas britânicos em alta fidelidade as KEF: de série é proposto o KEF Premium, com 1380 Watt, quinze altifalantes e tecnologia surround, estando em opção disponível o KEF Reference, com 2160 Watt, vinte e três altifalantes e tecnologia surround 3D.

Passando à mecânica, referência primeira para os dois motores eléctricos que animam o Eletre, cada qual instalado no seu eixo, com uma potência combinada de, no mínimo, 600 cv, o que garante ao SUV da marca de Hethel a tracção integral, e permitir-lhe-á cumprir os 0-100 km/h em menos de 3,0 segundos e superar os 260 km/h de velocidade máxima (sobre outros níveis de potência, ainda nada foi adiantado). A alimentá-los estará uma bateria a 800 V com mais de 100 kW de capacidade, capaz de garantir uma autonomia na casa dos 600 km, e apta a receber, tanto carregamentos de corrente alternada a 22 kW, como carga rápida de até 350 kW, o que significa recuperar 400 km de autonomia em cerca de vinte minutos.

A suspensão, de cinco braços na traseira, conta, de série, com amortecimento pneumático adaptativo, estando disponíveis funcionalidades como a altura ao solo variável, o eixo traseiro direcional, as barras estabilizadoras activas e o sistema de vectorização de binário – sendo os travões compósitos cerâmicos, actuados por pinças de dez pistões, uma opção. Resta referir que o Eletre recorre a diversos sensores LIDAR (dois no tejadilho, um sobre o pára-brisas, um sobre o óculo traseiro e um de cada lado da carroçaria), por forma a poder oferecer os mais evoluídos sistemas avançados de assistência à condução, e as valências que os mesmos proporcionam em termos de condução autónoma.

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